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Agrupamento de Escolas D. Afonso Henriques Fazer aprendendo é fazer compreendendo . O Projecto Educativo é o “documento vértice e ponto de referência, orientador de toda a actividade escolar (…)” (ALBALAT, 1989). É do quadro legal existente, do Currículo Nacional, da Autonomia e da Identidade da própria escola que resulta a necessidade de construir um Projecto Educativo como processo de gestão pedagógica e estratégica capaz de mobilizar a participação dos diferentes actores educativos, não só nas tarefas de desenvolvimento organizacional da escola, mas também nos valores e princípios do tipo de escola que se pretende materializar em função da realidade do contexto educativo em que se insere. Tendo em conta que “a autonomia constitui um investimento nas escolas e na qualidade, devendo ser acompanhada no dia-a-dia por uma cultura de responsabilidade partilhada por toda a comunidade educativa (…)”, é fundamental recolocar a Escola no centro de toda a sua acção educativa de modo a repensar a sua autonomia e formas de organização pedagógico-administrativa. A construção deste projecto obedeceu metodologicamente a diferentes fases de trabalho, no sentido de uma verdadeira co-responsabilização. A primeira fase consistiu numa auscultação aos Jardins de Infância, às escolas do Primeiro Ciclo do Ensino Básico, aos Departamentos Curriculares e Grupos Disciplinares, ao Conselho de Directores de Turma, à equipa do Ensino Especial, ao Pessoal não Docente, aos Discentes e à Associação de Pais e Encarregados de Educação, da qual resultaram propostas e sugestões que permitiram antever algumas dificuldades, motivações e potencialidades. Na segunda fase, procedeu-se à elaboração de inquéritos diagnóstico que foram aplicados a uma amostra populacional que contemplou docentes, discentes, pessoal não docente e encarregados de educação. Da análise dos dados recolhidos nesses inquéritos e do estudo de outros itens caracterizadores da vida escolar, resultou um conjunto de linhas de orientação educativa global e de outros indicadores estatísticos que centra a sua acção educativa na efectivação da melhoria da aprendizagem no domínio das competências sociais e cognitivas. A acção educativa que se pretende implementar através deste Projecto deve integrar o conjunto de identidades geográficas, históricas, económicas, sociais e culturais que o meio escolar apresenta. Com efeito, o “Projecto Educativo deve ser atractivo benéfico e funcional para a comunidade educativa, distinto de qualquer outro, selectivo em todas as decisões, coerente com os princípios que estabelecer, distribuidor de responsabilidades, flexível no seu desenvolvimento, rendível quanto aos recursos, inovador, atento às realidades locais e às aspirações de cada um, potenciador da melhoria organizacional e do sucesso escolar e educativo e aberto à sociedade” (ALVES, J. Matias, 1992). Nas intenções educativas desta proposta de Projecto estão ainda prefigurados os quatro pilares da educação que devem ser a base ao longo de toda a vida: Aprender a aprender - para se beneficiar das oportunidades oferecidas; Aprender a fazer - tornar as pessoas aptas a enfrentar numerosas situações e a trabalhar em equipa, não representando somente uma qualificação profissional; Aprender a estar - desenvolver a compreensão do outro e a percepção das interdependências, realizar projectos comuns nos valores do pluralismo e da compreensão mútua de paz; Aprender a ser - desenvolver a personalidade, capacidade e responsabilidade pessoal (Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, 1998).
Esperamos que esta proposta de Projecto Educativo e a linha de acção de consciencialização, responsabilização e participação que o mesmo consubstancia representem a oportunidade de introduzir mudanças significativas no contexto educativo, permitindo, assim, assegurar a efectiva igualdade de oportunidades e contribuir para a formação integral de todos os membros da comunidade educativa. Linhas gerais de actuação Construir uma Escola que privilegie: a. O desenvolvimento integrado de saberes, capacidades e competências; b. A aquisição de hábitos e métodos de trabalho através de actividades integradas no Currículo formal e de complemento curricular; c. O desenvolvimento de programas / projectos de tutoria de apoio pedagógico, psicopedagógico e social; d. O desenvolvimento de actividades e projectos interdisciplinares integrados, no sentido de proporcionar aos Alunos um desempenho aceitável nos domínios da literacia e numeracia; e. A dinamização da biblioteca e dos centros de recursos existentes; f. A criação de novos espaços escolares que favoreçam as relações interpessoais de natureza pedagógica, cultural, recreativa e ambiental; g. A promoção de uma utilização progressiva e integrada das novas tecnologias, no sentido de elevar o desenvolvimento dos nossos Alunos ao nível da literacia digital; h. A dinamização da prática desportiva, através de actividades lúdico-desportivas, que incentive o gosto pelo exercício físico como meio privilegiado de desenvolvimento pessoal, interpessoal e comunitário; i. A articulação e sequencialidade curricular ao nível da educação pré-escolar e dos diferentes graus de ensino básico; j. A criação de um serviço de psicologia e orientação, contribuindo para a aproximação entre a família, a escola e o mundo profissional; k. O desenvolvimento de um plano de formação para o corpo docente e não docente, adequado às reais necessidades e expectativas profissionais.
Áreas de Intervenção Prioritária
O conjunto de aprendizagens a privilegiar deve ser planificado e realizado de forma a articular transversalmente os saberes científicos com os valores culturais e éticos. Pretende-se pois: a. Promover a mudança de atitude dos Alunos, Pais e/ ou Encarregados de educação relativamente à função da escola, co-responsabilizando-os no processo ensino-aprendizagem e reforçando a sua participação na vida escolar; b. Estimular a articulação e sequencialidade progressiva do currículo entre os diferentes níveis de ensino; c. Reforçar a cooperação entre os docentes exercitando práticas colaborativas; d. Repensar e/ou reformular os circuitos de comunicação de forma a ser possível a sistematização e a fluidez da informação (escolar, legislativa, pedagógica e outras) entre os órgãos e estruturas da comunidade escolar.
estratégias:
· Desenvolver programas próprios que estimulem a participação dos docentes, alunos, funcionários e encarregados de educação na vida da escola; · Desenvolver e criar novos canais de comunicação com os encarregados de educação; · Criar espaços de reflexão e de interesses profissionais pelos docentes, em torno da inovação das práticas pedagógicas; · Divulgar conhecimentos, experiências ou projectos sobre temáticas de interesse comum aos docentes; · Fomentar laços de cooperação e de trabalho em equipa entre os docentes, instituindo espaços de troca de experiências e de saberes; · Criar condições para que todos os grupos disciplinares / conselho de docentes tenham gabinetes de trabalho; · Incentivar programas de informação / formação e espaços de diálogo para assuntos de interesse da comunidade escolar; · Centrar a formação no agrupamento, organizando um plano anual de formação, a partir do inventário das necessidades e das áreas de interesse prioritárias do Projecto Educativo, em colaboração com o Centro de Formação, com o objectivo de dar resposta às necessidades dos docentes e numa perspectiva de resolução de problemas identificados na prática; · Manter actualizada a página da Internet da Escola; · Criar uma Plataforma do Agrupamento para Docentes, Encarregados de Educação e alunos. · Promover a formação dos delegados e sub-delegados de turma tendo em vista uma participação na vida da escola; · Requerer a presença de diferentes profissionais – prioritariamente Pais / Encarregados de Educação – que, através do seu testemunho de vida profissional, revelem as vantagens da escolaridade e/ou as desvantagens da ausência da mesma.
metas e objectivos:
· Reforçar a qualidade do processo de ensino-aprendizagem, com vista a promover o sucesso educativo e a evitar o abandono escolar precoce; · Proporcionar o incremento de actividades e projectos entre os diferentes níveis de educação e ensino, possibilitando às crianças e adolescentes outras experiências de aprendizagem e socialização; · Investir no Apoio Educativo, relativamente aos Alunos com necessidades Educativas Especiais e acentuadas dificuldades de aprendizagem; · Dinamizar, ao nível dos diferentes níveis de educação e ensino, o prazer pela leitura, tendo como finalidade desenvolver o gosto pela leitura e a sua relação com o desejo de escrever, elevando o nível de literacia dos Alunos; · Promover o desenvolvimento de actividades e projectos interdisciplinares integrados, no sentido de proporcionar aos Alunos competências no domínio da informática e novas tecnologias da informação e comunicação; · Assegurar a criação do Provedor do aluno; · Promover parcerias com:
ü Câmara Municipal e Juntas de Freguesia; ü Associações culturais e desportivas; ü Centro de Saúde; ü Escolas Secundárias, Profissionais e Artísticas; ü Cybercentro; ü Instituto Português da Juventude; ü Museus e Bibliotecas; ü Tempo Livre; ü Centro de Emprego e Formação Profissional; ü Empresas.
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